Aparecida sobe para 2º lugar em ranking de segurança de Goiás após queda de 30% na taxa de mortes
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Município avançou oito posições em um ano e registrou índice inferior às médias estadual e nacional, segundo levantamento com dados de 2025.
Aparecida de Goiânia passou da 10ª para a 2ª posição no ranking das cidades mais seguras de Goiás com mais de 100 mil habitantes. O resultado consta no Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026, divulgado pela MySide, que aponta uma redução de aproximadamente 30% na taxa de mortes considerada pelo levantamento.
Em 2024, o município registrava 18,2 mortes por 100 mil habitantes. Em 2025, o índice caiu para 12,68, colocando Aparecida atrás apenas de Caldas Novas, que lidera a classificação estadual com taxa de 11,59.
O levantamento utiliza informações do Ministério da Saúde e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), considerando registros de mortalidade e a população de cada município. MySide+1
Aparecida supera Goiânia no ranking de segurança
Entre as cidades goianas analisadas, Aparecida apresentou a segunda menor taxa de mortes. Jataí ficou em terceiro lugar, seguida por Senador Canedo e Trindade.
As 10 cidades mais seguras de Goiás
Municípios com mais de 100 mil habitantes. Taxa de mortes por 100 mil habitantes em 2025.
| Posição | Cidade | Taxa |
|---|---|---|
| 1º | Caldas Novas | 11,59 |
| 2º | Aparecida de Goiânia | 12,68 |
| 3º | Jataí | 12,95 |
| 4º | Senador Canedo | 13,02 |
| 5º | Trindade | 13,62 |
| 6º | Cidade Ocidental | 13,68 |
| 7º | Goiânia | 15,21 |
| 8º | Formosa | 16,65 |
| 9º | Anápolis | 17,01 |
| 10º | Águas Lindas de Goiás | 17,20 |
Fonte: Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 — MySide.
Além do segundo lugar em Goiás, Aparecida aparece na terceira posição entre os municípios mais seguros do Centro-Oeste com mais de 100 mil habitantes, atrás de Caldas Novas e Brasília. MySide
Taxa de mortes caiu nos últimos três anos
Os dados das três últimas edições do anuário mostram uma redução contínua na taxa de mortes registrada em Aparecida, embora a posição estadual tenha oscilado.
Em 2023, a taxa era de 20,7 mortes por 100 mil habitantes, quando Aparecida ocupava a sexta posição estadual. No ano seguinte, o índice caiu para 18,2, mas a cidade passou para o décimo lugar.
Já em 2025, a redução para 12,68 fez o município subir oito posições. Em comparação com 2023, a queda acumulada no indicador chega a aproximadamente 39%.
Evolução da taxa de mortes em Aparecida
Mortes por 100 mil habitantes entre 2023 e 2025.
Fonte: Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil, edições de 2024, 2025 e 2026.
Índice fica abaixo das médias de Goiás e do Brasil
A taxa de 12,68 mortes por 100 mil habitantes registrada em Aparecida também ficou abaixo das médias estadual e nacional.
Na comparação, o índice de Aparecida foi aproximadamente 27% menor que o de Goiás e 41% inferior à média brasileira.
Aparecida tem taxa inferior às médias de Goiás e do Brasil
Taxa de mortes por 100 mil habitantes, referente a 2025.
Fonte: Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil 2026 — MySide.
Município destaca integração das forças de segurança
A Prefeitura de Aparecida atribui parte da melhora dos indicadores à cooperação com o Governo de Goiás, à integração das forças policiais e ao uso de tecnologias de monitoramento.
Segundo a administração municipal, o trabalho envolve compartilhamento de informações, ações de prevenção e investimentos na estrutura da segurança pública.
O secretário municipal de Segurança Pública, coronel Éder Fernandes, também destaca a continuidade de projetos implantados em administrações anteriores, como o Cidade Inteligente e o sistema Olhos de Águia, que chegou a contar com aproximadamente 600 câmeras de monitoramento.
Apesar da redução registrada, o levantamento não permite identificar, isoladamente, quais ações foram responsáveis pela queda na taxa de mortes.
Como funciona o ranking das cidades mais seguras?
O Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil é elaborado pela MySide com base em registros de mortalidade do Ministério da Saúde e dados populacionais do IBGE.
O estudo utiliza classificações da CID-10, da Organização Mundial da Saúde (OMS), para identificar os óbitos considerados na pesquisa e calcular a taxa de assassinatos por 100 mil habitantes.
A metodologia permite comparar municípios de diferentes tamanhos, mas não considera todos os tipos de crimes, como furtos, roubos e violência patrimonial. Por isso, a posição no ranking não representa, necessariamente, todos os aspectos da segurança pública ou a percepção de segurança dos moradores.
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