Presídios de Aparecida passam por operação simultânea da Polícia Penal

Imagem da equipe se preparando para a operação.
Ação nos complexos da CPP e da POG mobilizou cerca de 350 policiais penais. (Foto: Polícia Penal)

A Polícia Penal de Goiás realizou, na terça-feira, 21, a Operação Nuntius Traditus de forma simultânea nos dois maiores presídios do estado: a Casa de Prisão Provisória e a Penitenciária Coronel Odenir Guimarães, ambas no Complexo Prisional Policial Penal Daniella Cruvinel, em Aparecida de Goiânia. A ação foi apresentada pela corporação como parte do esforço para reforçar a ordem, a disciplina e a segurança dentro do sistema penitenciário goiano.

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Segundo a instituição, o foco da operação foi ampliar o controle efetivo das unidades e impedir qualquer tentativa de desestabilização da rotina carcerária. O nome da ofensiva, em latim, foi explicado pela direção da corporação como uma mensagem direta de firmeza no enfrentamento ao crime organizado dentro dos presídios.

Revistas ocorreram de forma simultânea

A operação reuniu grupos especializados da Polícia Penal, como GTAE, GITs e Gope, além do efetivo ordinário e extraordinário, com participação de policiais penais, alunos do curso de formação e outros servidores. Ao todo, cerca de 350 policiais penais participaram das buscas.

Durante a ação, aproximadamente 4,3 mil presos foram movimentados pelos grupos táticos para permitir a revista minuciosa das celas e de outras estruturas internas. Na CPP, foram inspecionadas cerca de 250 celas. Já na POG, o trabalho alcançou mais de 350 celas, além de outros espaços das unidades. Ao final da operação, nenhum ilícito ou material não permitido foi encontrado.

De acordo com a direção da corporação, as equipes também vistoriaram estruturas físicas dos presídios com o objetivo de prevenir tentativas de fuga, motins e rebeliões. A escolha da data, ainda segundo a Polícia Penal, foi estratégica por causa do feriado prolongado.

Operação integrou plano maior da segurança pública

A Nuntius Traditus fez parte do plano da Operação Tiradentes, lançada no início de abril pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás. A coordenação ficou a cargo da Direção-Geral, da Gerência de Segurança e da Superintendência de Segurança, com acompanhamento presencial da cúpula da Polícia Penal.

Em Aparecida, a operação reforçou o papel do complexo prisional da cidade dentro da estratégia estadual de controle interno das unidades. A ação concentrou parte importante do efetivo da corporação e mostrou a prioridade dada à fiscalização preventiva nos maiores presídios goianos.

Polícia Penal destacou queda nos índices

A corporação também informou que os indicadores negativos nas unidades sob gestão da Diretoria-Geral de Polícia Penal vêm caindo desde 2019. Segundo o balanço divulgado, desde 2021 o sistema não registrou rebeliões, e a última apreensão de arma de fogo dentro de presídios aconteceu em 2022.

A Polícia Penal atribuiu esse resultado a um trabalho contínuo de fiscalização e citou como exemplo a Operação Dominatus, realizada entre o fim de 2024 e o início de 2025. Na ocasião, foram executadas 166 revistas gerais em todo o estado, com mobilização de mais de 2,3 mil servidores, sem localização de armas ou drogas.

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