Complexo Prisional de Aparecida está entre unidades contempladas por programa de eficiência energética

Complexo Prisional de Aparecida
Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Iniciativa do Governo de Goiás prevê economia de R$ 100 milhões em cinco anos e busca novos recursos para modernizar prédios públicos em 2026.

O Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia está entre as unidades públicas contempladas pelo Programa Estadual de Eficiência Energética (PEE), iniciativa do Governo de Goiás que busca reduzir os gastos com eletricidade e modernizar a infraestrutura de prédios estaduais.

O projeto foi aprovado em 2025, juntamente com propostas de modernização do Palácio Pedro Ludovico Teixeira e do Complexo Esportivo Estádio Olímpico, em Goiânia. Os três projetos receberam, juntos, R$ 6,1 milhões em recursos, e as intervenções estão em fase de execução.

A expectativa é que as melhorias reduzam o consumo de energia elétrica nessas instalações em até 2.239 megawatts-hora (MWh) por ano, representando uma economia estimada de R$ 1,3 milhão anuais.

As ações fazem parte de um programa mais amplo, criado em 2024, que prevê uma redução de aproximadamente R$ 100 milhões nas despesas com eletricidade do Governo de Goiás ao longo de cinco anos.

Complexo Prisional de Aparecida está entre os projetos aprovados

A seleção realizada em 2025 contemplou três projetos de modernização energética, entre eles o Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia.

As melhorias previstas no programa incluem substituição de lâmpadas antigas por modelos de LED, modernização dos equipamentos de climatização e ampliação do uso de energia solar.

O objetivo é reduzir o desperdício de eletricidade e os custos de manutenção das instalações públicas.

Segundo a Secretaria-Geral de Governo (SGG), responsável pela coordenação do programa, os projetos aprovados no ano passado somam R$ 6,1 milhões em investimentos.

A economia anual estimada de R$ 1,3 milhão considera o conjunto dos três projetos, não apenas a unidade prisional de Aparecida.

Governo busca mais R$ 7,5 milhões para modernização em 2026

O Governo de Goiás também anunciou que participará da Chamada Pública de Eficiência Energética do Grupo Equatorial 2026, com a expectativa de captar mais R$ 7,5 milhões para investimentos em prédios públicos.

Os recursos são não reembolsáveis, ou seja, não precisarão ser devolvidos pelo Estado caso os projetos sejam aprovados.

As propostas devem ser apresentadas até 9 de novembro de 2026. O resultado preliminar está previsto para 18 de dezembro, enquanto a divulgação definitiva deverá ocorrer em 22 de janeiro de 2027.

Atualmente, 12 secretarias estaduais convocaram empresas especializadas para elaborar propostas de participação.

Essas empresas, conhecidas como ESCOs, prestam apoio técnico na elaboração dos projetos, sem custos para os órgãos públicos interessados.

Na seleção anterior, 11 projetos foram avaliados, seis avançaram para a submissão e três receberam aprovação.

Mercado livre de energia pode gerar economia de R$ 60 milhões

Outra frente do programa estadual é a migração de unidades públicas para o mercado livre de energia elétrica.

Nesse modelo, órgãos estaduais podem contratar energia de fornecedores diferentes da distribuidora local, mantendo o uso da rede de distribuição da Equatorial.

Os contratos de 114 unidades consumidoras foram assinados no primeiro semestre de 2026 e já estão em execução.

Segundo o Governo de Goiás, a empresa contratada oferece tarifa 26% inferior à utilizada como referência na comparação com a Equatorial.

A economia estimada é de R$ 60 milhões em cinco anos, considerando contratos que abrangem dez secretarias estaduais.

A maior redução prevista nas despesas é da Secretaria de Estado da Saúde, com R$ 32 milhões. Em seguida aparecem a Secretaria de Estado da Educação, com R$ 6,7 milhões, e a Diretoria-Geral da Polícia Penal, com R$ 6,4 milhões.

O fornecimento contratado deve ter origem em fontes renováveis, comprovadas por certificações internacionais.

Energia solar também integra o programa

O Programa Estadual de Eficiência Energética prevê ainda a contratação de energia gerada por usinas fotovoltaicas para atender unidades públicas de baixa tensão.

Nesse formato, os órgãos contratam energia produzida por usinas solares e utilizam os créditos de geração para abater parte das despesas mensais com eletricidade.

A licitação foi organizada em sete lotes. Até o momento, três órgãos estaduais assinaram contratos: Secretaria de Estado da Educação, Polícia Militar e Polícia Civil.

A proposta é ampliar o uso de fontes renováveis e diminuir os gastos permanentes do poder público com energia elétrica.

Criado pelo Decreto Estadual nº 10.417, de 1º de março de 2024, o programa já possui contratos em execução em mais de dez secretarias.

A iniciativa também recebeu reconhecimento nacional da Fundação Getulio Vargas (FGV) durante o 2º Congresso Brasileiro de Minas e Energia, realizado em 2026.

Com as diferentes medidas, o Governo de Goiás espera reduzir o consumo de eletricidade, ampliar o uso de fontes renováveis e economizar recursos públicos que atualmente são destinados ao pagamento das contas de energia.

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