Saúde mental: saiba onde buscar atendimento gratuito em Aparecida

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Foto: Iron Braz

Quem enfrenta ansiedade, depressão, sofrimento emocional ou percebe mudanças importantes no comportamento não precisa esperar que a situação se agrave para procurar ajuda. Em Aparecida de Goiânia, o atendimento pode começar pela rede pública de saúde e seguir para serviços especializados conforme a necessidade de cada paciente.

O caminho faz parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), estrutura do Sistema Único de Saúde que reúne desde as Unidades Básicas de Saúde (UBS) até os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os serviços de urgência.

Durante o Setembro Amarelo, mês de conscientização e prevenção ao suicídio, a orientação é conhecer esses serviços e procurar atendimento diante de sinais persistentes de sofrimento emocional. O tema também foi abordado em uma ação do Heapa voltada à prevenção ao suicídio e à promoção da saúde mental.

Por onde começar em Aparecida

Para quem apresenta sintomas de ansiedade, depressão ou outras alterações emocionais que estejam interferindo na rotina, uma das principais portas de entrada é a UBS.

A equipe realiza o primeiro acolhimento e avalia a situação. Dependendo da necessidade, o paciente pode continuar sendo acompanhado na própria atenção básica ou ser encaminhado para um serviço especializado.

A rede municipal de Aparecida também possui CAPS voltados a diferentes públicos e necessidades. Esses serviços são referência principalmente para pessoas em sofrimento psíquico intenso e oferecem acompanhamento com equipes multiprofissionais.

O fluxo municipal prevê atendimento especializado para adultos, crianças e adolescentes, além de serviços destinados a pessoas que enfrentam problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.

E se for uma situação urgente?

Quando a pessoa estiver passando por uma crise grave ou houver risco imediato, a orientação é procurar uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) ou pronto-socorro.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também pode ser acionado pelo telefone 192.

Já o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional gratuito pelo telefone 188, durante 24 horas por dia. O serviço funciona como espaço de escuta, mas não substitui o atendimento médico de emergência diante de uma situação de risco imediato.

Goiás possui mais de 100 CAPS

Em todo o Estado, a Rede de Atenção Psicossocial conta atualmente com 101 Centros de Atenção Psicossocial.

A estrutura inclui ainda Serviços Residenciais Terapêuticos, equipes especializadas em saúde mental, uma Unidade de Acolhimento para adultos, duas unidades infantojuvenis e 66 leitos destinados à saúde mental em hospitais gerais.

Esses serviços estão distribuídos pelas cinco macrorregiões de saúde de Goiás e são utilizados conforme a situação e a necessidade de cada paciente.

Sinais não devem ser ignorados

Nem todo sofrimento emocional significa a existência de um transtorno mental. Ainda assim, mudanças persistentes no humor, no comportamento e na rotina merecem atenção.

O acolhimento precoce pode evitar o agravamento da situação e permitir que a pessoa receba acompanhamento adequado.

A orientação para familiares e pessoas próximas também é evitar julgamentos ou minimizar o sofrimento apresentado. Escutar, acolher e ajudar na procura por atendimento profissional pode ser um passo importante.

No SUS, essa procura pode começar perto de casa, pela própria unidade básica de saúde, e seguir para serviços especializados sempre que houver necessidade.

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