HMAP reduz internação cirúrgica em 56,25% e melhora uso dos leitos hospitalares
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O Hospital Municipal de Aparecida passou a operar um novo modelo para cirurgias eletivas e já colhe um resultado que chama atenção dentro da rede pública. Com isso, a unidade reduziu em 56,25% o tempo médio de internação dos pacientes atendidos por esse fluxo, que caiu de 1,6 dia para 0,7 dia em nove meses. Nesse período, mais de 200 pessoas foram operadas dentro do sistema chamado Day Clinic, criado para acelerar o atendimento sem abrir mão da segurança assistencial.
A mudança mexe diretamente com uma das pressões mais sensíveis de qualquer hospital: a ocupação dos leitos. Além disso, o novo formato evita que o paciente passe horas desnecessárias internado antes da cirurgia e ajuda a girar mais rápido a estrutura disponível. Antes, a internação costumava ocorrer na noite anterior ao procedimento. Agora, o paciente selecionado chega à unidade ainda de madrugada, segue para o centro cirúrgico no início da manhã e, após recuperação e avaliação da equipe, recebe alta no mesmo dia.
Esse fluxo, porém, não vale para todos os casos. Por isso, o hospital definiu um perfil específico para o projeto: pacientes de 14 a 40 anos, sem comorbidades ou com doenças crônicas controladas, submetidos a cirurgias de pequeno e médio porte. A triagem cuidadosa sustenta o modelo e explica por que a redução do tempo de permanência não veio acompanhada de piora nos indicadores. Segundo a divulgação oficial, o hospital não registrou aumento de complicações nem de reinternações precoces desde a implantação.
O alcance do Day Clinic já aparece em diferentes áreas da assistência. Hoje, o projeto contempla cirurgia geral, com procedimentos como retirada de vesícula e correção de hérnias abdominais, além de coloproctologia, ginecologia, ortopedia e urologia. Esse recorte mostra que a proposta não ficou restrita a uma especialidade isolada. Pelo contrário: o hospital passou a testar um padrão de organização que pode aliviar a fila de procedimentos e tornar a jornada do paciente menos desgastante, especialmente em casos em que a permanência prolongada deixou de ser necessária.
Outro ponto importante é o método usado para tirar o projeto do papel. Segundo a unidade, a implantação se apoiou na metodologia Lean Six Sigma, aplicada pelo Einstein em serviços públicos e privados para eliminar desperdícios, padronizar processos e reduzir falhas. Em vez de tratar a inovação apenas como discurso, o hospital vinculou a mudança a metas operacionais bem definidas. Em 2025, o HMAP informou ter concluído 18 projetos com essa abordagem, o que reforça a estratégia de reorganizar fluxos internos para ganhar eficiência sem ampliar a pressão sobre a estrutura física.
O resultado abre uma discussão relevante para Aparecida. Melhorar o giro dos leitos significa criar espaço para atender mais pacientes, encurtar etapas e tornar a experiência hospitalar menos pesada para quem precisa de cirurgia eletiva. A meta agora é ampliar gradualmente o número de pessoas elegíveis, mantendo o mesmo padrão de segurança observado até aqui. Se os indicadores seguirem estáveis, o Day Clinic pode se consolidar como uma das iniciativas mais práticas do hospital para combinar agilidade, qualidade assistencial e melhor aproveitamento da rede pública.
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