Combate à dengue e terá 353 armadilhas para monitorar circulação do Aedes aegypti

combate à dengue
Nova etapa alcança oito bairros e acrescenta 151 ovitrampas; outras 97 serão instaladas até o início de setembro. (Foto: Reprodução)

Aparecida de Goiânia ampliou o combate à dengue com a instalação de 151 novas armadilhas para monitorar o Aedes aegypti em oito bairros. A cidade tinha 105 ovitrampas e, com a nova etapa, passou a contar com 256. Outras 97 serão instaladas até o início de setembro, quando a rede deverá alcançar 353 pontos distribuídos pelo município.

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As novas armadilhas foram colocadas nos setores Rosa dos Ventos, Jardim Miramar, Jardim Monte Serrat, Garavelo, Veiga Jardim, Vila Maria, Jardim Alto Paraíso e Independência Mansões.

Coordenado pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Vigilância em Saúde Ambiental, o monitoramento ajuda a identificar onde o mosquito está mais ativo e se reproduzindo. A partir dessas informações, as equipes conseguem direcionar ações de prevenção e controle para regiões que apresentam maior necessidade.

Como funcionam as armadilhas

As chamadas ovitrampas são recipientes preparados para atrair fêmeas do Aedes aegypti, que depositam ovos no local. O material é recolhido e analisado pelas equipes de vigilância, permitindo acompanhar a atividade do mosquito em diferentes pontos da cidade.

Desde setembro de 2025, mais de 290 mil ovos já foram coletados por esse sistema em Aparecida. Segundo a Vigilância em Saúde, o conjunto de informações permite acompanhar mudanças na presença do mosquito ao longo do tempo e torna o planejamento do combate à dengue mais direcionado.

As ovitrampas complementam outras ações realizadas no município. Agentes também fazem visitas aos imóveis, procuram e eliminam possíveis criadouros e orientam os moradores sobre medidas preventivas.

A Secretaria de Saúde ressalta que as armadilhas ajudam a localizar a reprodução do Aedes, mas não substituem os cuidados dentro das residências. A recomendação continua sendo eliminar recipientes com água parada, manter calhas e caixas-d’água limpas e permitir a entrada dos agentes de combate às endemias durante as visitas.

Além da dengue, o Aedes aegypti também transmite zika e chikungunya. Com a expansão para 353 ovitrampas, a estratégia do município é usar os dados coletados para identificar áreas de maior circulação do mosquito e antecipar intervenções. A participação dos moradores, principalmente na eliminação de criadouros, permanece como parte fundamental do combate à dengue.

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