Filiação de Vilmar e Professor Alcides ao PSDB mexe no jogo político de Aparecida

Marconi Vilmar e Professor Alcides

A filiação do ex-prefeito Vilmar Mariano e do deputado federal Professor Alcides ao PSDB, anunciada neste sábado (21), em Aparecida de Goiânia, não é só mais um ato de partido. Nos bastidores, o movimento já é visto como uma jogada com foco total nas eleições de 2026.

O evento reuniu os dois políticos ao lado do ex-governador Marconi Perillo, que quer voltar ao Palácio das Esmeraldas. E a leitura política é bem clara: o PSDB tenta crescer de novo em Goiás puxando para perto nomes conhecidos, com voto e presença em cidades importantes como Aparecida.

No caso de Vilmar Mariano, a filiação recoloca o ex-prefeito no centro do debate político da nossa cidade. Mesmo fora da prefeitura, ele continua sendo um nome lembrado e com força entre grupos políticos locais. Vale lembrar que Vilmar fazia parte do grupo de Caiado, mas foi preterido para a entrada de Leandro Vilela, que após ganhar o pleito da prefeitura, criticou durante todo o ano, a alta dívida deixada pelo seu antecessor.

Já Professor Alcides chega ao partido como um nome com base eleitoral consolidada e que deve buscar novo mandato. Mas nas últimas eleições, Alcides enfrentou bastante repercussão negativa com denúncias sobre pedofilia rondando seu nome, sobre a qual ele negou e classificou como fake news. Mais recentemente, polêmicas também rondaram sua faculdade, a UNIFAN, com proibição de matricular novos alunos por baixíssimo desempenho dos formandos.

Os dois políticos juntos, ajudam o PSDB a ganhar corpo em Aparecida justamente num momento em que os partidos começam a montar suas chapas e testar alianças. Na prática, essa filiação tem pelo menos três efeitos. O primeiro é fortalecer o projeto de Marconi em Aparecida, cidade que sempre teve peso nas eleições estaduais. O segundo é dar ao PSDB dois nomes com capacidade de puxar votos para deputado estadual e federal. E o terceiro é embaralhar o cenário local, porque a entrada deles no partido pode provocar novas conversas, aproximações e até rompimentos entre lideranças que ainda estão definindo seus lados.

Também chama atenção o fato de que esse tipo de movimento costuma acontecer quando os políticos enxergam que o cenário está mudando. Ninguém troca de partido em ano eleitoral por acaso. Quando isso acontece, quase sempre há um cálculo por trás: mais estrutura, mais chance de eleição, mais espaço político ou participação em um projeto maior.

Por isso, a notícia vai muito além da cerimônia de filiação. Ela mostra que a disputa de 2026 já começou em Aparecida, mesmo faltando meses para a campanha ganhar as ruas. E mostra também que o PSDB quer voltar a ter protagonismo, apostando em nomes que já são conhecidos do eleitor.

Agora, resta saber se essa união vai virar força de verdade nas urnas ou se vai ficar só no discurso de evento. Em ano eleitoral, aparecer é importante. Mas, no fim, o que pesa mesmo é voto.

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