Professor pede afastamento após denúncias de suposto assédio em Aparecida

dom pedro assedio instagram

Um perfil criado recentemente em uma rede social tem reunido relatos anônimos de possíveis casos de assédio envolvendo um professor do Colégio Estadual Dom Pedro I. Segundo as publicações, ao menos cinco testemunhas descrevem situações semelhantes, apontando comportamentos inadequados atribuídos a um dos docentes mais antigos da instituição.

De acordo com os administradores da página, os relatos estão sendo organizados também em um grupo de WhatsApp, que já conta com mais de 240 participantes. No espaço, estudantes e ex-estudantes compartilham experiências, buscam apoio e reúnem informações sobre os casos mencionados.

Entre os depoimentos divulgados, há o relato de uma ex-aluna que afirma ter procurado a coordenação da escola à época em que os fatos teriam ocorrido. Segundo o relato, a denúncia não teria sido levada adiante e a vítima teria sido tratada como mentirosa.

Os responsáveis pela página também afirmam que pais e alunos já teriam tentado formalizar denúncias junto à direção da instituição, sem avanço nas apurações. Ainda segundo os relatos publicados, circula entre estudantes o boato de que o professor seria protegido por influência política externa. Essas alegações, no entanto, não possuem qualquer confirmação oficial.

Diante da repercussão, o grupo organiza um protesto marcado para hoje (29) e amanhã (30), às 17h40, em frente ao colégio. A mobilização está sendo divulgada nas redes sociais, com convite aberto à participação de alunos, ex-alunos e familiares.

Os administradores da página também incentivam que outras possíveis vítimas ou testemunhas entrem em contato por meio do perfil no Instagram ou do grupo do WhatsApp, a fim de ampliar a coleta de relatos.

Secretaria de Educação age rápido

A Secretaria Estadual de Educação informou que recebeu as denúncias na manhã desta quarta-feira, relacionadas a fatos supostamente ocorridos no Colégio Estadual Dom Pedro I, e que já iniciou diligências e procedimentos internos de apuração.

Segundo a pasta, a escola já havia adotado providências anteriormente, após uma primeira denúncia e reunião com responsáveis. À época, houve medidas administrativas com reprimenda ao professor e o caso foi encaminhado à coordenação regional. A Secretaria destacou que todos os processos são conduzidos sob sigilo, conforme exigências legais.

Na manhã desta quarta, antes mesmo da Secretaria iniciar as diligências, o professor solicitou seu afastamento da unidade. A secretaria ainda não definiu se o professor será transferido para outra unidade.

Além do afastamento, a Secretaria irá enviar equipes do programa “Ouvir e Acolher” à escola, com a presença de psicólogos para escuta ativa de estudantes e realização de rodas de conversa. Também estão previstas palestras voltadas à promoção do respeito e da convivência no ambiente escolar, abordando temas como assédio, bullying, racismo e discriminação.

Até o momento, não há confirmação de investigação policial sobre o caso. A reportagem ressalta que as informações divulgadas nas redes sociais consistem em relatos que ainda passam por apuração.

A equipe de reportagem tentou contato com a direção da escola, mas não obteve retorno até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto para esclarecimentos.

Casos de assédio devem ser encaminhados às autoridades competentes para apuração adequada, garantindo proteção às vítimas e o devido processo legal.

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