Nova fase da Operação Sepse mira grupo suspeito de fraudes no HMAP
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O Ministério Público Federal e a Polícia Federal deflagraram, na manhã de quinta-feira, 23, a segunda fase da Operação Sepse em Goiás. A ofensiva teve como foco o cumprimento de mandados de busca e apreensão, além de medidas de sequestro de bens e bloqueio de valores contra pessoas físicas e jurídicas investigadas por supostos crimes de peculato, corrupção ativa e passiva, organização criminosa e lavagem de capitais.
A investigação apura a atuação de um suposto esquema infiltrado na organização social que administrava o Hospital Municipal de Aparecida de Goiânia (HMAP) com recursos do Sistema Único de Saúde. Segundo os órgãos responsáveis pela apuração, os fatos investigados teriam ocorrido entre 2020 e o início de 2023. Nesta etapa, os alvos incluem integrantes do núcleo diretivo da estrutura investigada, empresários ligados às empresas beneficiadas e operadores financeiros apontados como responsáveis por esconder a origem do dinheiro.
Como o esquema teria funcionado
De acordo com os elementos reunidos até agora, os controladores da organização social teriam direcionado contratos superfaturados e fraudulentos para a gestão de leitos de UTI. Em contrapartida, os sócios das empresas investigadas repassariam cerca de 10% dos valores recebidos à cúpula da entidade, em um fluxo tratado pelos investigadores como propina.
A apuração também descreve um esquema de lavagem de dinheiro montado para dificultar o rastreamento dos recursos. Entre os métodos apontados estão transferências sucessivas, saques fracionados em espécie, contratos fictícios e empréstimos simulados. Os valores ainda teriam sido pulverizados em contas de terceiros, incluindo familiares, advogados, funcionários administrativos e empresas de fachada, como escritórios de contabilidade e lavanderias fantasmas.
Outro ponto identificado pela análise financeira foi o chamado movimento circular de capital. Nesse modelo, o dinheiro era enviado a terceiros e retornava quase integralmente, criando barreiras artificiais para dificultar o acompanhamento contábil da movimentação.
Apuração teve origem em outra operação
As investigações começaram a partir de elementos levantados na Operação Parasitas, conduzida inicialmente pela Polícia Civil de Goiás. O caso também contou com apoio da Controladoria-Geral da União, que realizou cruzamento de dados e apontou histórico de irregularidades da mesma organização social em outros estados. Como as verbas sob suspeita teriam sido repassadas pelo Ministério da Saúde, a competência passou para a Justiça Federal.
A primeira fase da Operação Sepse havia sido deflagrada em fevereiro de 2023. Agora, a nova etapa busca aprofundar a produção de provas com base em dados bancários, fiscais e telemáticos analisados ao longo do inquérito. Segundo MPF e PF, esse material permitiu mapear com mais precisão o caminho do dinheiro e o funcionamento da estrutura investigada.
Estratégia jurídica manteve a investigação de pé
Durante o andamento do caso, o Tribunal Regional Federal da 1ª Região anulou inicialmente provas obtidas ainda na esfera estadual, ao reconhecer a incompetência daquele juízo para conduzir parte da apuração. Para evitar o comprometimento total da investigação, o Gaeco promoveu o arquivamento do inquérito original e requisitou a instauração de um novo procedimento.
A continuidade do caso passou, então, a se apoiar em elementos considerados autônomos, como a análise de contratos públicos disponíveis em portais oficiais. Esse caminho jurídico sustentou a nova fase da operação e permitiu o avanço das medidas adotadas nesta semana.
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