Agiotagem vira alvo do MP-GO após denúncia contra tenente da PM
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A tenente Rhainna Lima, da Polícia Militar, é citada em uma denúncia apresentada ao Ministério Público de Goiás após uma manicure de Aparecida de Goiânia afirmar que sofreu cobranças e ameaças ligadas a uma dívida assumida no lugar da irmã. A denunciante sustenta que o empréstimo inicial era de R$ 2 mil e que, ao longo do tempo, já repassou mais de R$ 18 mil, sem conseguir encerrar o débito.
Segundo o relato apresentado pela manicure, a cobrança passou a ocorrer com frequência, por mensagens, ligações e áudios atribuídos a Rhainna. Ela afirma que o tom das abordagens teria sido intimidatório e que as pressões aumentavam quando havia atraso de pagamento ou quando tentava renegociar os valores. A denunciante descreve um cenário de medo dentro de casa e impacto direto na rotina familiar.
Evolução do valor e dinâmica de cobrança
A manicure afirma que a dívida aumentou em pouco tempo por causa de juros e penalidades, com mudanças bruscas de montante em períodos curtos. Na versão dela, a cobrança teria seguido um modelo semanal, com parcelas fixas e multa diária em caso de atraso, o que teria alimentado um ciclo em que os pagamentos não encerravam o débito.

Ainda conforme a denunciante, houve tentativas de acordo para definir um valor final de quitação, mas sem sucesso. Ela relata que, mesmo após repasses sucessivos, novos encargos surgiam. Também afirma que, com o tempo, terceiros passaram a participar das cobranças, o que teria ampliado a pressão.
O que dizem a PM e a defesa de Rhainna Lima
Em nota, a Polícia Militar de Goiás informou que tomou conhecimento da denúncia protocolada no Ministério Público em 4 de fevereiro de 2026 e determinou a abertura imediata de procedimento administrativo para apurar possível transgressão disciplinar e verificar indícios relacionados à prática de crime militar, conforme a legislação. A corporação declarou ainda que Rhainna Lima exerce, atualmente, apenas atividades administrativas.
A defesa de Rhainna Lima contesta as acusações. Em manifestação por escrito, os advogados afirmam que houve empréstimo feito de boa-fé, com intenção de ajudar a manicure e os filhos dela, e que a cobrança se limitou ao valor emprestado, sem acréscimos, juros ou qualquer vantagem. A defesa também nega que Rhainna tenha feito ameaças.
O caso segue sob análise do Ministério Público de Goiás, que avalia os elementos apresentados para definir os próximos passos. Até o momento, não foram detalhadas publicamente eventuais medidas na esfera criminal além da apuração administrativa anunciada pela corporação.
Orientação para vítimas de cobrança e ameaça
Situações de cobrança com intimidação, coação ou ameaça devem ser registradas e documentadas. Guardar prints, áudios, comprovantes de pagamento e registros de chamadas ajuda a formalizar a denúncia. Em emergência ou risco imediato, a orientação é acionar a Polícia Militar.
- 190 (emergência), 180 (violência contra a mulher), 100 (direitos humanos)
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