Centro de Estudo mineral da UFG será criado em Aparecida pelo Governo Estadual

Joel Santanna e Sandramara Matias
Joel Santanna e Sandramara Matias. Fotos: Cristóvão Matos

Aparecida de Goiânia vai receber um novo centro de pesquisa que coloca a cidade no mapa da inovação mineral. Na última quinta-feira, 5 de fevereiro, o Governo de Goiás e a Universidade Federal de Goiás (UFG) firmaram acordo para criar o Centro de Ciências e Tecnologia Mineral dentro da Faculdade de Ciências e Tecnologia. O investimento previsto é de R$ 28 milhões e a estrutura ficará na unidade da UFG em Aparecida.

O plano é instalar laboratórios e salas de capacitação para formar técnicos e engenheiros em áreas ligadas ao processamento de minerais, como terras raras e insumos para agricultura. A assinatura envolveu a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviços (SIC), representada por Joel Sant’Anna, e a Reitoria da UFG, chefiada por Sandramara Matias. Também participam a Funape e a CPRM. Segundo os organizadores, a criação do centro acelera a formação de profissionais e favorece parcerias com empresas do setor.

O momento é favorável. Goiás abriga projetos que já colocam o Estado entre os protagonistas das terras raras. Em Minaçu, a Mineração Serra Verde iniciou produção comercial em 2024 e mira ampliar a oferta para mercados fora da Ásia, com apoio internacional para expansão. Isso reforça a demanda por pesquisa, testes e mão de obra especializada que o novo centro pode atender aqui em Aparecida.

Em Nova Roma, a Aclara Resources anunciou investimento estimado em R$ 2,8 bilhões para produzir terras raras magnéticas, fundamentais para motores elétricos e turbinas eólicas. Há ainda estudos avançados em Iporá, onde a Appia Rare Earths desenvolve pesquisa em depósitos do tipo argila iônica. Esses movimentos indicam oportunidades de estágio, emprego e serviços para fornecedores locais.

Outro empurrão vem do programa de incentivos do Estado. Com a inclusão recente do setor mineral no ProGoiás, o ambiente ficou mais competitivo para quem decide pesquisar, processar e industrializar minerais em Goiás, em vez de enviar matéria-prima bruta para fora. Isso favorece a instalação de equipamentos, a abertura de cursos e a atração de projetos para nossa cidade.

Para Aparecida, a chegada do centro dentro do câmpus da UFG é mais que um novo prédio: aproxima estudantes do mercado, estimula a criação de soluções para a agricultura e a construção civil e pode gerar vagas qualificadas. As terras raras são algo que o mundo inteiro está buscando e estudando, ter a UFG aqui na nossa cidade empenhada no tema, coloca Aparecida em uma posição de destaque e com enorme potencial para o futuro próximo. É a chance de transformar vocação mineral em emprego, renda e conhecimento aqui mesmo, perto de casa.

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