10 documentários brasileiros imperdíveis para quem quer chegar arrasando no ENEM

Colagem Documentários

Produções abordam temas como desigualdade, racismo, meio ambiente, saúde, violência urbana e história do Brasil. Veja como aproveitar cada obra nos estudos e onde assistir.

Hoje, 7 de agosto, é o Dia Nacional do Documentário Brasileiro. Então nada como valorizar produções que ajudam a compreender a história, a cultura e os desafios sociais do país. Para quem se prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM), a oportunidade é ainda maior para aprender de forma mais leve e ampliar o repertório para a prova e a redação.

Assistir a um bom documentário pode tornar a preparação para a prova em algo muito mais interessante. Além de ajudar na compreensão dos conteúdos, essas produções ampliam o repertório para questões e para a redação.

Mas não basta decorar o nome de uma obra. O estudante precisa entender o tema, relacioná-lo a um problema social e saber explicar essa conexão. Pensando nisso, o Portal Aparecida selecionou dez produções que podem reforçar os estudos dos alunos de nossa cidade.

1. Ilha das Flores

Curto, direto e provocador, Ilha das Flores acompanha o caminho percorrido por um tomate. Ele sai da plantação, passa pelo comércio e termina no lixo.

A narrativa usa esse trajeto para discutir consumo, desperdício e desigualdade. Também mostra como o dinheiro interfere no acesso a alimentos e direitos básicos.

O curta pode ser relacionado a temas como insegurança alimentar, pobreza, descarte de resíduos e dignidade humana. É uma boa referência para questões de Sociologia, Geografia e interpretação de texto.

Onde assistir: YouTube.

2. Emicida: AmarElo – É Tudo Pra Ontem

O documentário acompanha os bastidores do show de Emicida no Theatro Municipal de São Paulo. A produção também percorre diferentes momentos da cultura negra brasileira.

Música, memória e história se encontram durante o filme. O resultado é uma reflexão sobre racismo, resistência, representatividade e identidade cultural.

A obra pode enriquecer argumentos sobre desigualdade racial, valorização da cultura afro-brasileira e acesso aos espaços culturais. Também ajuda a compreender como a arte pode funcionar como instrumento de transformação social.

Onde assistir: Netflix.

3. Guerras do Brasil.doc

A série apresenta conflitos que ajudaram a formar o Brasil. São cinco episódios sobre colonização, Palmares, Guerra do Paraguai, Revolução de 1930 e formação do crime organizado.

Os episódios reúnem especialistas, documentos históricos e diferentes interpretações sobre os acontecimentos. Isso permite observar que a história não é formada por uma única versão.

A produção é útil para revisar História e Sociologia. Ela também ajuda em temas envolvendo povos indígenas, escravidão, território, poder político, violência e desigualdade.

Onde assistir: CurtaOn.

4. Cabra Marcado para Morrer

Dirigido por Eduardo Coutinho, o documentário começou a ser produzido nos anos 1960. A ideia era contar a história do líder camponês João Pedro Teixeira, assassinado em 1962.

As filmagens foram interrompidas após o golpe de 1964. Dezessete anos depois, o diretor retomou o projeto e procurou os antigos participantes.

A obra aborda reforma agrária, conflitos no campo, movimentos populares, memória e ditadura militar. Pode ser usada em discussões sobre concentração de terras e participação política.

Onde assistir: Prime Video e CurtaOn.

5. Jango

O filme reconstrói a trajetória política de João Goulart, presidente do Brasil entre 1961 e 1964. Conhecido como Jango, ele foi deposto pelo golpe que iniciou a ditadura militar.

O documentário utiliza imagens de arquivo e entrevistas para apresentar as disputas políticas daquele período. Também contextualiza as reformas defendidas pelo governo e a crise que antecedeu o golpe.

É uma boa opção para revisar Guerra Fria, democracia, autoritarismo e participação popular. O estudante também pode relacionar a obra à importância das instituições democráticas.

Onde assistir: Libreflix.

6. Martírio

Com 2 horas e 40 minutos, Martírio acompanha a luta dos Guarani Kaiowá pelo direito às terras tradicionalmente ocupadas pelo povo indígena.

O documentário mostra décadas de conflitos envolvendo território, grandes propriedades rurais e violência. Também apresenta o tema a partir da perspectiva dos próprios indígenas.

A produção pode contribuir para questões sobre demarcação de terras, diversidade cultural, direitos constitucionais e expansão das atividades econômicas. É uma referência importante para evitar uma visão superficial sobre os povos originários.

Onde assistir: Prime Video

7. Muito Além do Peso

A produção discute a obesidade infantil e a influência da indústria alimentícia nos hábitos das crianças. Famílias, profissionais de saúde e especialistas participam do documentário.

O filme também chama atenção para a publicidade de alimentos, o consumo de produtos ultraprocessados e a dificuldade de acesso à alimentação saudável.

Esses assuntos dialogam com Biologia, saúde pública, comportamento e consumo. Na redação, a obra pode ajudar em temas sobre educação alimentar, infância, publicidade e responsabilidade das empresas.

Onde assistir: YouTube, no canal da Maria Farinha Filmes, gratuitamente.

8. O Sal da Terra

O documentário acompanha a trajetória do fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado. Durante décadas, ele registrou guerras, fome, migrações, exploração do trabalho e transformações ambientais.

As fotografias conduzem uma reflexão sobre sofrimento, desigualdade e relação entre os seres humanos e o planeta. A produção também aborda a recuperação de áreas degradadas.

O filme pode ser relacionado a migrações, conflitos internacionais, preservação ambiental e direitos humanos. Também permite discutir o papel da fotografia como documento histórico.

Onde assistir: Prime Video

9. Ônibus 174

Dirigido por José Padilha, o documentário analisa o sequestro de um ônibus ocorrido no Rio de Janeiro, em 2000. O caso teve grande repercussão e terminou com duas mortes.

A produção vai além do crime. Ela recupera a história do sequestrador e apresenta temas como abandono, violência, população em situação de rua e atuação do poder público.

O filme pode ajudar em discussões sobre segurança pública, exclusão social e direitos humanos. Por tratar de violência, tem classificação indicativa de 14 anos.

Onde assistir: Globoplay.

10. Jogo de Cena

Mulheres anônimas contam suas histórias diante das câmeras. Depois, atrizes interpretam alguns desses relatos. Aos poucos, o público começa a questionar o que é realidade e o que é representação.

Dirigida por Eduardo Coutinho, a obra mostra como linguagem, memória e emoção ajudam a construir uma narrativa. O documentário também aborda maternidade, perdas e experiências femininas.

Para o ENEM, o filme contribui principalmente em Linguagens. Ele ajuda a pensar sobre ponto de vista, autoria, interpretação, identidade e os limites entre realidade e ficção.

Onde assistir: Netflix.

Como transformar os filmes em repertório

Uma boa estratégia é manter um caderno de repertórios. Depois de assistir a cada produção, o estudante pode anotar três pontos: o tema central, uma situação apresentada e os assuntos do ENEM relacionados ao filme.

Também vale escrever um pequeno parágrafo usando a obra como argumento. Assim, o repertório deixa de ser apenas uma informação decorada.

Na redação, não é necessário contar todo o documentário. O ideal é citar apenas o trecho que ajuda a sustentar o argumento. A relação com o tema precisa ficar clara.

Os filmes não substituem livros, exercícios ou revisão de conteúdo. Eles funcionam como apoio para entender assuntos complexos e enxergar os problemas por diferentes perspectivas.

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