33 mil empresas de Aparecida são comandadas por mulheres

mulher empreendedora

Aparecida de Goiânia ocupa hoje a segunda posição entre os municípios goianos com mais empresas lideradas por mulheres. O dado faz parte de um estudo do Sebrae Goiás, que mostra o avanço do empreendedorismo feminino no estado e reforça o peso da cidade nesse movimento. Ao todo, Aparecida soma cerca de 33 mil negócios comandados por mulheres, ficando atrás apenas de Goiânia no estado.

Esse crescimento ajuda a explicar a força da economia local. Em uma cidade grande, com comércio ativo, bairros em expansão e forte procura por serviços, muitas mulheres têm encontrado no próprio negócio uma forma de garantir renda, manter a casa e construir mais autonomia financeira.

A pesquisa mostra que 33% das empresas aqui da cidade são lideradas por mulheres, apesar delas representarem 53% da nossa população. No estado, o percentual é maior, 44%, o que representa 435 mil empresas. Esse dado, por si só, não mostra fraqueza do empreendedorismo feminino em nossa cidade, mas mostra que temos um caminho a percorrer.

Causas para um percentual menor

A primeira explicação passa pelo perfil produtivo de Aparecida. Nossa cidade tem forte base industrial, com 13 polos industriais, empresariais e logísticos. Esses tipo de emprego, geralmente envolve um período maior de horas trabalhadas, principalmente com horas extras, turnos de trabalho nem sempre convencionais e distância maior entre casa e trabalho.

A cidade melhorou bastante no número de geração de emprego, mas menos de 35% da nossa força de trabalho, consegue trabalhar aqui mesmo. Além disso, o salário do Aparecidense também não ajuda, nossa renda média é 30% menor que a de todo o estado e 70% menor do que a média de Goiânia.

Com mais horas trabalhadas, mais tempo no trânsito e menor renda geral, é natural que as pessoas encontrem menos tempo para empreender, principalmente para as mulheres, que quase sempre ainda acumulam todo o trabalho doméstico e de criação dos filhos.

Desafios seguem na rotina

Mesmo com o avanço, a realidade ainda impõe dificuldades. Muitas mulheres empreendem dentro da própria casa e precisam dividir o tempo entre o trabalho, os cuidados com a família e a organização da rotina doméstica. Além disso, a renda média delas ainda segue abaixo da registrada entre homens empreendedores no estado, mesmo quando há nível de escolaridade parecido.

Esse retrato mostra que o empreendedorismo feminino cresce, mas ainda exige apoio, qualificação e políticas que ajudem essas trabalhadoras a consolidar seus negócios.

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