Coletivo de Aparecida terá 92 atividades e levará nome da cidade a quatro países até 2030

Coletivo Justina
Takaiúna - Diretora Artística do Coletivo Justina. Foto: Divulgação Coletivo Justina

O Coletivo Justina, grupo cultural sediado em Aparecida de Goiânia, inicia uma nova etapa de atuação com um projeto que prevê quatro anos de atividades na cidade, circulação por outros estados brasileiros e intercâmbios internacionais.

A programação será desenvolvida entre 2026 e 2030 e inclui 92 atividades formativas e de mediação cultural. A proposta também garante a manutenção de uma equipe permanente formada por dez profissionais, entre artistas e integrantes da área técnica.

Na prática, o projeto permitirá que o coletivo mantenha uma programação contínua em Aparecida, com ações de formação, criação artística e aproximação com moradores, ao mesmo tempo em que amplia a circulação do trabalho desenvolvido na cidade.

Fundado em 2016 e sediado no Setor Marista Sul, o Coletivo Justina é reconhecido como Ponto de Cultura e atua principalmente nas áreas de teatro, formação e cultura de base comunitária. O grupo já desenvolveu atividades em diferentes regiões do Brasil e também mantém relações com artistas e organizações de outros países.

Uma das principais frentes dessa nova fase será justamente a circulação. No Brasil, estão previstas atividades no Pará, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, realizadas em parceria com instituições culturais, Pontos e Pontões de Cultura.

A agenda ultrapassará as fronteiras do país. Equador, Holanda, Guiné-Bissau e Moçambique estão entre os destinos previstos para apresentações e intercâmbios culturais ao longo do projeto.

A circulação internacional não será uma experiência inédita para o grupo aparecidense. Nos últimos anos, integrantes do coletivo já participaram de atividades na América Latina, Europa e África. Em 2024, por exemplo, o grupo realizou ações na Guiné-Bissau, Chile e Equador, além de levar sua metodologia de trabalho para cidades como Amsterdã, na Holanda.

Com a nova programação, a intenção é transformar essas experiências pontuais em uma atuação de longo prazo, mantendo Aparecida de Goiânia como base das atividades e fortalecendo as parcerias construídas fora do município.

Além da circulação, parte importante do projeto estará concentrada na própria cidade. As 92 atividades previstas para os próximos quatro anos devem aproximar moradores de processos de formação, experiências artísticas e espaços de criação, enquanto a manutenção da equipe busca dar continuidade ao trabalho desenvolvido pelo coletivo.

O projeto foi contemplado no Edital de Manutenção Continuada de Grupos/Cias de Arte nº 02/2026, lançado pela Secretaria de Estado da Cultura de Goiás dentro do segundo ciclo da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB). A modalidade foi criada justamente para apoiar a continuidade das atividades de grupos e companhias artísticas ao longo do período de execução.

Para Aparecida, a iniciativa também amplia a presença da produção cultural realizada no município fora de Goiás. Enquanto mantém atividades permanentes em sua sede, o Coletivo Justina terá a oportunidade de apresentar trabalhos desenvolvidos na cidade e estabelecer novas conexões com artistas e instituições de diferentes regiões do Brasil e do exterior.

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