Furto de energia em supermercado leva ex-vereador à prisão em Aparecida
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Um empresário e ex-vereador de Aparecida de Goiânia foi preso em flagrante nesta quarta-feira (4/2) após a Polícia Civil afirmar ter confirmado uma fraude na rede elétrica que beneficiaria um supermercado no Setor Serra Dourada – 3ª Etapa. O investigado, William Ludovico, acabou autuado por furto de energia qualificado mediante fraude e também por ameaça, desacato e resistência, segundo o registro feito na Central de Flagrantes.
Como a fraude foi identificada
A investigação começou a partir de denúncias sobre consumo irregular no estabelecimento. O local entrou em monitoramento ainda pela manhã e, com apoio da Polícia Científica, da Guarda Civil Municipal, da Equatorial Energia e da Polícia Militar, a perícia constatou uma ligação indireta que, de acordo com a apuração, permitia o funcionamento do supermercado sem que o consumo real fosse registrado. O resultado, ou seja, indicava uma distorção na medição e abriu caminho para a prisão em flagrante.
A polícia informou que a fraude teria gerado um prejuízo superior a R$ 20 mil apenas no mês de janeiro, valor atribuído à energia consumida e não paga. A autoridade policial responsável pela Central de Flagrantes, Humberto Teófilo, sustentou de forma indireta que o caso se enquadra como crime e que a perícia foi decisiva para materializar a irregularidade no local. No entendimento da equipe, porém, o impacto não se restringe ao caixa do comércio: a prática afeta a rede, repassa custos e exige resposta rápida de fiscalização e investigação.
Abordagem, tensão e algemas
Durante a ação, a Polícia Civil relatou que o suspeito elevou o tom, ofendeu e ameaçou os policiais, além de tentar intimidar a equipe com menções ao cargo político que ocupou no passado. Conforme o relato oficial, ele avançou em direção aos agentes e resistiu ao cumprimento da prisão, motivo pelo qual os policiais usaram algemas para preservar a segurança de todos. A condução foi feita para a Central de Flagrantes, onde o caso foi formalizado com as demais autuações, além do furto de energia.

Histórico e reincidência apontados pela polícia
A Polícia Civil informou que a ocorrência se soma a outros registros envolvendo o mesmo investigado. Ele responde a processo criminal iniciado em 2022 pelo mesmo tipo de crime e tem outro registro por irregularidade semelhante em outubro de 2025. Apesar disso, a prisão desta quarta-feira foi tratada como relevante por se basear em perícia e por ter ocorrido em flagrante, com participação de diferentes órgãos no levantamento técnico.
Condenação por esquema na Câmara
O histórico citado pela polícia também inclui uma condenação na Justiça de Goiás, após ação do Ministério Público, por participação em um esquema de “funcionário fantasma” na Câmara Municipal de Aparecida de Goiânia. O caso teria desviado cerca de R$ 25 mil entre 2008 e 2009 e, segundo as investigações, usou um homem analfabeto e em situação de vulnerabilidade como “laranja” para receber salários que não ficariam com ele.
Na decisão, foram aplicadas sanções como suspensão de direitos políticos por 14 anos, perda de função pública, multa civil e proibição de contratar com o poder público municipal. A fraude só teria sido descoberta quando a vítima tentou se aposentar e foi informada de que constava como assessor parlamentar.
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