Funcionária suspeita de desviar R$ 500 mil de supermercado alegou ganhos no ‘tigrinho’, diz delegado

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Polícia estima prejuízo de cerca de R$ 500 mil ao longo de dois anos. (Foto: TV Anhanguera/PCGO)

Uma funcionária de 22 anos é investigada pela Polícia Civil por suspeita de desviar cerca de R$ 500 mil de um supermercado em Aparecida de Goiânia. Segundo o delegado Henrique Berocan, ela teria alegado que parte do dinheiro vinha de apostas, incluindo o chamado “jogo do tigrinho”. A defesa nega os desvios e afirma que a investigada foi acusada injustamente.

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A jovem foi presa na segunda-feira (10) e solta pela Justiça após passar por audiência de custódia na terça-feira (11), segundo dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO). De acordo com a Polícia Civil, ela não tem passagens criminais e será investigada por furto qualificado.

Segundo o delegado, a funcionária trabalhava havia cerca de cinco anos na empresa e tinha acesso ao setor financeiro. Com o tempo, teria conquistado a confiança do proprietário e assumido funções ligadas ao controle do caixa.

Como o suposto desvio funcionava

A investigação aponta que a funcionária fazia anotações financeiras com valores diferentes daqueles que realmente entravam no estabelecimento.

Em uma das movimentações mencionadas no boletim de ocorrência, cerca de R$ 14 mil teriam passado pelo caixa, incluindo R$ 1,6 mil em espécie. No entanto, apenas R$ 270 teriam sido depositados.

A Polícia Civil estima que os desvios no supermercado possam ter chegado a aproximadamente R$ 500 mil ao longo de dois anos. O valor ainda está sendo apurado.

O delegado também afirmou que a investigada mantinha gastos considerados incompatíveis com o salário mensal de cerca de R$ 3 mil. Entre os bens citados pela polícia estão um celular de alto valor e um carro que teria sido comprado para o marido trabalhar como motorista de aplicativo.

A polícia pretende aprofundar a investigação por meio de quebra de sigilo bancário e medidas para tentar localizar e recuperar valores e bens que possam ter relação com o caso.

O marido da investigada também poderá ser alvo da apuração caso fique comprovado que ele sabia da origem irregular do dinheiro usado na compra do veículo. Nessa hipótese, a polícia poderá investigar eventual receptação.

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Defesa contesta as acusações

A defesa afirma que as informações divulgadas não refletem os fatos registrados inicialmente no procedimento policial. Segundo os advogados, a ocorrência que deu origem à prisão tratava de um suposto desvio pouco superior a R$ 1 mil, e não de aproximadamente R$ 500 mil.

Os defensores também alegam que houve entrada na residência da investigada durante a noite e sem mandado judicial. Segundo eles, nenhum valor ou outro elemento que confirmasse a acusação de desvio patrimonial foi encontrado no imóvel.

A defesa criticou ainda a repercussão pública do caso, pediu respeito à presunção de inocência e afirmou que as acusações serão contestadas ao longo da investigação.

Os advogados acrescentaram que a jovem mantém vínculo profissional há mais de cinco anos com a empresa e informaram que não autorizam a divulgação do nome ou da imagem dela.

O valor exato do suposto desvio no supermercado, assim como a eventual responsabilidade da investigada e de outras pessoas, ainda depende da conclusão das investigações.

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